Justamente quando a gente menos espera, parece que tudo o que a gente faz não tem a menor graça. A rotina, as mesmas coisas cansam muito, entediam a gente, muitas vezes nos dão a noção de que aquilo nunca teve graça antes. E, quando o caso já fica sério, nos cobre com uma enorme nuvem de culpa, muitas vezes nos fazendo arrepender de sequer ter começado um certo estilo de vida, ou começado algum plano...
Digo tudo isso porque sei que é verdade. Aliás, porque descobri isso em experiência própria...
Agora sei porque que eu, ontrora, me sentia muito entediado mesmo estando com vários amigos. Mesmo fazendo coisas divertidas e engraçadas e talz, no fundo não me sentia bem, me sentia como se algo estivesse faltando que eu, cercado de tantas coisas que já haviam se tornado rotina, não conseguia enxergar nada que estivesse fora daquele mundo que eu vivia. Na verdade, eu até conseguia, mas ou tinha medo de mudar, ou simplesmente não saberia o que fazer, talvez sentisse medo demais de ficar sozinho.
E também porque eu também sempre quis arrumar as coisas do jeito errado: eu sempre busquei soluções drásticas quando percebia que tudo estava uma merda. Não tentar entender e encarar as coisas de frente, e sim correr o mais longe possível, me distanciando de tudo que pudesse me lembrar de qualquer coisa que eu quisesse/precisasse esquecer. Se fosse assim, seria muito fácil resolver os problemas; na verdade, não haveria soluções, porque a fuga nunca é resposta para problema, ela apenas o posterga.
E então me perguntei: se toda a minha rotina me matava, e quando eu fugia, ficava mais frustrado, então o que pode-se fazer?
Não poderia haver solução melhor: começar tudo do zero outra vez. Moldar as coisas à minha maneira, deixar tudo de lado e ver o que realmente faz falta, e então almejar os seus objetivos a partir desta ideia, e então começar as coisas desta estaca.
Muita coisa mudou, mas uma coisa é inegável: quando você está longe, sua visão é ampla, você tem um alcance muito maior. E é desta distância que eu precisava pra saber o que estava errado, saber o que não estava dando certo.
Agora eu sei, sei o que deve mudar, o que não deve mudar.
segunda-feira, 22 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Mudanças...
Por que que isso assusta tanto? Por que que, de repente, aparece aquele medo, aquela insegurança, aquela sensação de que nada vai ficar bem quando descobrimos que teremos que abrir mão de alguma coisa que já fazia parte de nossa vida, que já estávamos habituados? Por que que a sensação de mudança pode parecer algo tão ruim?
Isso é algo que eu tenho tomado certo tempo pensando a respeito, ultimamente. Mais especificamente, na véspera do meu aniversário. Bem, engana-se quem pensa que era por causa de mais um ano que eu ganho; ainda terão muitos, tenho quase certeza. O motivo disso tudo tem uma causa muito mais profunda...
O fato é que, depois de 10 anos morando no mesmo lugar, parece que a derradeira e inevitável hora de se mudar está chegando, e quase nada pode-se fazer para impedir esse fato futuramente consumado. Então, como quem não raciocina direito algo que não esperava ouvir, comecei a pensar muito sobre isso...
...sobre tudo o que aconteceu desde que eu comecei a morar ali. Sobre como eu era uma criancinha mimada, como eu fui evoluindo aos poucos, como eu cresci, como eu aprendi comigo mesmo, com meus próprios erros; enfim, em tudo o que se passou, sejam momentos bons e/ou ruins. Bem, certas coisas eu queria muito que voltassem, outras eu nem queria ter lembrado, algumas eu nem imaginava que já haviam acontecido, e outras acabei nem lembrando...
Mas uma coisa, que foi a que mais me tranquilizou, foi a de que, analisando tudo, minha família e eu andamos apenas para a frente. Talvez, se eu nunca tivesse vindo para cá, eu não teria tido essa melhora toda. E o fato é que, onde eu estava antes, estava distante de muita coisa, até o clima ali era mais pesado, como se não houvesse o que melhorar. É como quando você incorpora algo novo a sua vida, ou quando você resolve estudar uma coisa diferente do habitual, você vê algum esporte novo que nunca assistiu antes, ou quando você simplesmente está entediado e resolve fazer alguma 'loucura'. Tem horas que somos colocados bem à beira de uma mudança, seja para melhor ou para pior, mas a experiência, o aprendizado, esses serão eternos!
E sabe do que mais? Lembrei que, foi dessa forma exata que superei não só esse medo, mas também como quando entrei no meu 1º emprego, quando (timidamente) tomei coragem para dar o 1º beijo, quando comecei a crescer e começar a assumir as responsabilidades cabíveis a uma pessoa...o medo pode permanecer, mas deve-se encarar a mudança como uma nova lição que se aprende, pois elas sempre vão passar algo novo para nós.
Não há mais motivos pra esconder meu sorriso agora. Seja o que for, tudo que passei, sei que não foi à toa. Eu posso olhar pra trás e claramente enxergar os erros; erros que antes não me eram visíveis. Mas que, agora, eu consigo contemplá-los claramente.
Não adiantou eu ter tentado bater de frente e levar à ferro e fogo mas, agora, aos poucos vou aprendendo a lição. Viu como as coisas, a visão, o espírito, a auto-estima mudou?
Justamente com essa visão, com esses olhos (e com as bênçãos que Deus tem posto em minha vida, principalmente hoje, dia 17/03) que eu encaro essa mudança. Seja o que for que vai acontecer, vai me fazer melhorar e evoluir. Afinal, nada como entrar na rotina de mudar a rotina para sair da rotina...;)
Meus parabéns à Corina, que hoje fez 25 anos! Que você seja muito feliz, e que seja essa excelente pessoa que você é! ;)
E meu obrigado pra Ciii e pra Amanda, que lêem aqui! ;)
Isso é algo que eu tenho tomado certo tempo pensando a respeito, ultimamente. Mais especificamente, na véspera do meu aniversário. Bem, engana-se quem pensa que era por causa de mais um ano que eu ganho; ainda terão muitos, tenho quase certeza. O motivo disso tudo tem uma causa muito mais profunda...
O fato é que, depois de 10 anos morando no mesmo lugar, parece que a derradeira e inevitável hora de se mudar está chegando, e quase nada pode-se fazer para impedir esse fato futuramente consumado. Então, como quem não raciocina direito algo que não esperava ouvir, comecei a pensar muito sobre isso...
...sobre tudo o que aconteceu desde que eu comecei a morar ali. Sobre como eu era uma criancinha mimada, como eu fui evoluindo aos poucos, como eu cresci, como eu aprendi comigo mesmo, com meus próprios erros; enfim, em tudo o que se passou, sejam momentos bons e/ou ruins. Bem, certas coisas eu queria muito que voltassem, outras eu nem queria ter lembrado, algumas eu nem imaginava que já haviam acontecido, e outras acabei nem lembrando...
Mas uma coisa, que foi a que mais me tranquilizou, foi a de que, analisando tudo, minha família e eu andamos apenas para a frente. Talvez, se eu nunca tivesse vindo para cá, eu não teria tido essa melhora toda. E o fato é que, onde eu estava antes, estava distante de muita coisa, até o clima ali era mais pesado, como se não houvesse o que melhorar. É como quando você incorpora algo novo a sua vida, ou quando você resolve estudar uma coisa diferente do habitual, você vê algum esporte novo que nunca assistiu antes, ou quando você simplesmente está entediado e resolve fazer alguma 'loucura'. Tem horas que somos colocados bem à beira de uma mudança, seja para melhor ou para pior, mas a experiência, o aprendizado, esses serão eternos!
E sabe do que mais? Lembrei que, foi dessa forma exata que superei não só esse medo, mas também como quando entrei no meu 1º emprego, quando (timidamente) tomei coragem para dar o 1º beijo, quando comecei a crescer e começar a assumir as responsabilidades cabíveis a uma pessoa...o medo pode permanecer, mas deve-se encarar a mudança como uma nova lição que se aprende, pois elas sempre vão passar algo novo para nós.
Não há mais motivos pra esconder meu sorriso agora. Seja o que for, tudo que passei, sei que não foi à toa. Eu posso olhar pra trás e claramente enxergar os erros; erros que antes não me eram visíveis. Mas que, agora, eu consigo contemplá-los claramente.
Não adiantou eu ter tentado bater de frente e levar à ferro e fogo mas, agora, aos poucos vou aprendendo a lição. Viu como as coisas, a visão, o espírito, a auto-estima mudou?
Justamente com essa visão, com esses olhos (e com as bênçãos que Deus tem posto em minha vida, principalmente hoje, dia 17/03) que eu encaro essa mudança. Seja o que for que vai acontecer, vai me fazer melhorar e evoluir. Afinal, nada como entrar na rotina de mudar a rotina para sair da rotina...;)
Meus parabéns à Corina, que hoje fez 25 anos! Que você seja muito feliz, e que seja essa excelente pessoa que você é! ;)
E meu obrigado pra Ciii e pra Amanda, que lêem aqui! ;)
domingo, 14 de março de 2010
Onde está meu dom...
Bem, quase um mês sem escrever! Preciso ter mais frequência, oras, cadê meu dom e meu passatempo? Onde está...
Muita coisa mudou, nesse quase um mês de intervalo. Eu tenho criado um pouco mais de responsabilidade, e também resolvi parar para tentar enxergar um pouco dos meus defeitos, coisa que, para qualquer pessoa, é bem difícil. Mesmo porque, quando se pensa em melhorar, qualquer hora é adequada e correta. Tem muita coisa que eu penso, que eu faço, mas que nunca foi do meu feitio. Hora de pensar um pouco, talvez começar a falar e demonstrar menos, ouvir e observar mais. Quem sabe se eu começar a obedecer mais pontualmente minhas obrigações, se eu me focar apenas em mim mesmo, e parar de me importar com o que pensam. É hora de mudar um pouco...
E quem diria que, um dia, imaginei que esse dia iria chegar. Vinte e um anos completados. E pensar que ontem tal idade parecia infinitamente distante...
Mas não tem problema. Ainda há muito o que viver, muito o que se passar...ainda terei muitos motivos pra sorrir, e se a fase for ruim, motivação não vai me faltar para reverter a situação.
Nesses últimos dias, não há muito o que falar, já que passo a maior parte do tempo no trabalho, e quero saber de descanso quando estou em casa. Porém, nesse último fim de semana, resolvi atrasar a prova e a aula de inglês que eu tinha nesse sábado em 30 minutos e ir ao jogo da Briosa a convite dele, e saí antes do fim do jogo. O placar não se alterou depois que eu saí, então significa que a Briosa perdeu de 4x2 do XV Piracicaba, mesmo jogando com vantagem numérica.
O mais engraçado é que, mesmo nunca ter pisado o pé no interior de São Paulo (só Hopi Hari, se é que isso pode ser considerado), quando entrei no estádio de futebol, mesmo que por pouco mais de uma hora, me senti ocmo se estivesse no interior. Mesmo com o barulho da torcida, eu consegui sentir a calma, ouvir o silêncio e, enquanto eu assistia ao jogo, ao mesmo tempo eu fiquei imaginando isso: como deve ser simples a vida por lá, sem praia, sem time grande pra poder assistir, sem tanto movimento, sem tanta correria...um clima totalmente diferente, até mesmo difícil de descrever, mas que foi uma boa sensação, isso foi. Seja o que for, gostei muito daquela sensação.
Também, em alguns dias, fiz algo que não fazia há umas cotas: assistir futebol e/ou hóquei na casa do Storm. Soltar várias zoeiras, assistir aos jogos, regados a refri e muita besteira comestível. Lembrar um pouco os velhos tempos! ;)
Falta aproximadamente um mês para a NHL chegar ao fim de sua temporada regular, e digo que, dessa vez, eu estou vendo um contexto muito diferente do que eu já tinha acostumado. Desde 2003, eu acompanho o Los Angeles Kings e, nesse tempo todo, eu nunca vi o time fazer uma pós-temporada e, pior que isso, vi o nosso maior rival levantar o caneco pela primeira vez antes de nós. Porém, dessa vez as coisas parecem mudar um pouco, levando em conta que estamos brigando pelo 4º lugar da Conferência Oeste. Depois de muito tempo, finalmente vou poder acompanhar uma pós-temporada, sabendo que os Kings têm chance de levar o caneco. Uma experiência nova e que, com toda certeza, me faz crer que é disso que são feitos torcedores de verdade, seja o esporte qual for, seja o time qual for. Não é só aparecer nas horas da vitória, é sentir e acompanhar o tempo todo, assistir aos jogos, ou ouvi-los, viver cada dia da temporada como se fosse único, presenciar todos os 82 jogos...são coisas que só o esporte explica.
Huuum...vejamos agora? Achei o que eu procurava, o meu dom! Até que eu escrevi bastante, deu pra soltar um pouco o que estava na minha cabeça...
Se já que eu voltei a escrever, e até no blog dos Kings (coisa que eu adoro fazer, por sinal), por que não ressucitar outras cositas mas?
Até tenho mais o que escrever, mas por ora, prefiro não dizer muito mais...
Muita coisa mudou, nesse quase um mês de intervalo. Eu tenho criado um pouco mais de responsabilidade, e também resolvi parar para tentar enxergar um pouco dos meus defeitos, coisa que, para qualquer pessoa, é bem difícil. Mesmo porque, quando se pensa em melhorar, qualquer hora é adequada e correta. Tem muita coisa que eu penso, que eu faço, mas que nunca foi do meu feitio. Hora de pensar um pouco, talvez começar a falar e demonstrar menos, ouvir e observar mais. Quem sabe se eu começar a obedecer mais pontualmente minhas obrigações, se eu me focar apenas em mim mesmo, e parar de me importar com o que pensam. É hora de mudar um pouco...
E quem diria que, um dia, imaginei que esse dia iria chegar. Vinte e um anos completados. E pensar que ontem tal idade parecia infinitamente distante...
Mas não tem problema. Ainda há muito o que viver, muito o que se passar...ainda terei muitos motivos pra sorrir, e se a fase for ruim, motivação não vai me faltar para reverter a situação.
Nesses últimos dias, não há muito o que falar, já que passo a maior parte do tempo no trabalho, e quero saber de descanso quando estou em casa. Porém, nesse último fim de semana, resolvi atrasar a prova e a aula de inglês que eu tinha nesse sábado em 30 minutos e ir ao jogo da Briosa a convite dele, e saí antes do fim do jogo. O placar não se alterou depois que eu saí, então significa que a Briosa perdeu de 4x2 do XV Piracicaba, mesmo jogando com vantagem numérica.
O mais engraçado é que, mesmo nunca ter pisado o pé no interior de São Paulo (só Hopi Hari, se é que isso pode ser considerado), quando entrei no estádio de futebol, mesmo que por pouco mais de uma hora, me senti ocmo se estivesse no interior. Mesmo com o barulho da torcida, eu consegui sentir a calma, ouvir o silêncio e, enquanto eu assistia ao jogo, ao mesmo tempo eu fiquei imaginando isso: como deve ser simples a vida por lá, sem praia, sem time grande pra poder assistir, sem tanto movimento, sem tanta correria...um clima totalmente diferente, até mesmo difícil de descrever, mas que foi uma boa sensação, isso foi. Seja o que for, gostei muito daquela sensação.
Também, em alguns dias, fiz algo que não fazia há umas cotas: assistir futebol e/ou hóquei na casa do Storm. Soltar várias zoeiras, assistir aos jogos, regados a refri e muita besteira comestível. Lembrar um pouco os velhos tempos! ;)
Falta aproximadamente um mês para a NHL chegar ao fim de sua temporada regular, e digo que, dessa vez, eu estou vendo um contexto muito diferente do que eu já tinha acostumado. Desde 2003, eu acompanho o Los Angeles Kings e, nesse tempo todo, eu nunca vi o time fazer uma pós-temporada e, pior que isso, vi o nosso maior rival levantar o caneco pela primeira vez antes de nós. Porém, dessa vez as coisas parecem mudar um pouco, levando em conta que estamos brigando pelo 4º lugar da Conferência Oeste. Depois de muito tempo, finalmente vou poder acompanhar uma pós-temporada, sabendo que os Kings têm chance de levar o caneco. Uma experiência nova e que, com toda certeza, me faz crer que é disso que são feitos torcedores de verdade, seja o esporte qual for, seja o time qual for. Não é só aparecer nas horas da vitória, é sentir e acompanhar o tempo todo, assistir aos jogos, ou ouvi-los, viver cada dia da temporada como se fosse único, presenciar todos os 82 jogos...são coisas que só o esporte explica.
Huuum...vejamos agora? Achei o que eu procurava, o meu dom! Até que eu escrevi bastante, deu pra soltar um pouco o que estava na minha cabeça...
Se já que eu voltei a escrever, e até no blog dos Kings (coisa que eu adoro fazer, por sinal), por que não ressucitar outras cositas mas?
Até tenho mais o que escrever, mas por ora, prefiro não dizer muito mais...
Assinar:
Comentários (Atom)