Justamente quando a gente menos espera, parece que tudo o que a gente faz não tem a menor graça. A rotina, as mesmas coisas cansam muito, entediam a gente, muitas vezes nos dão a noção de que aquilo nunca teve graça antes. E, quando o caso já fica sério, nos cobre com uma enorme nuvem de culpa, muitas vezes nos fazendo arrepender de sequer ter começado um certo estilo de vida, ou começado algum plano...
Digo tudo isso porque sei que é verdade. Aliás, porque descobri isso em experiência própria...
Agora sei porque que eu, ontrora, me sentia muito entediado mesmo estando com vários amigos. Mesmo fazendo coisas divertidas e engraçadas e talz, no fundo não me sentia bem, me sentia como se algo estivesse faltando que eu, cercado de tantas coisas que já haviam se tornado rotina, não conseguia enxergar nada que estivesse fora daquele mundo que eu vivia. Na verdade, eu até conseguia, mas ou tinha medo de mudar, ou simplesmente não saberia o que fazer, talvez sentisse medo demais de ficar sozinho.
E também porque eu também sempre quis arrumar as coisas do jeito errado: eu sempre busquei soluções drásticas quando percebia que tudo estava uma merda. Não tentar entender e encarar as coisas de frente, e sim correr o mais longe possível, me distanciando de tudo que pudesse me lembrar de qualquer coisa que eu quisesse/precisasse esquecer. Se fosse assim, seria muito fácil resolver os problemas; na verdade, não haveria soluções, porque a fuga nunca é resposta para problema, ela apenas o posterga.
E então me perguntei: se toda a minha rotina me matava, e quando eu fugia, ficava mais frustrado, então o que pode-se fazer?
Não poderia haver solução melhor: começar tudo do zero outra vez. Moldar as coisas à minha maneira, deixar tudo de lado e ver o que realmente faz falta, e então almejar os seus objetivos a partir desta ideia, e então começar as coisas desta estaca.
Muita coisa mudou, mas uma coisa é inegável: quando você está longe, sua visão é ampla, você tem um alcance muito maior. E é desta distância que eu precisava pra saber o que estava errado, saber o que não estava dando certo.
Agora eu sei, sei o que deve mudar, o que não deve mudar.
segunda-feira, 22 de março de 2010
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